1. Capela de S. Silvestre
Rua 5 de Outubro
Capela granítica, com uma única nave e alpendre anteposto à fachada principal, assente em 3 arcos de volta perfeita. É referenciada em 1625 no Catálogo dos Bispos do Porto e no seu lintel consta a data de 1711. Aí se venera S. Silvestre, advogado da fome, da peste e da guerra, festejado a 31 de Dezembro.
2. Capela do Sr. dos Aflitos e núcleo rural
Lugar de Vilar de Matos
Insere-se num núcleo agrícola bem desenvolvido com 5 casas dignas de registo pelas suas características, datadas de 1910 a 1945. Este núcleo desenvolveu-se a partir da cultura intensiva de milho graúdo. Capela de planta longitudinal e nave única, coberta por um telhado de duas águas. Fachada coberta com azulejo azul e branco de padronagem. A cobertura é rematada por uma cruz central e dois pináculos piramidais lateralizados. Nos anos 60 foi ampliada e ganhou uma sacristia, além de outras alterações de menor monta.
3. Casa Acastelada
Convergência da Rua dos Moinhos com a Rua do Calvário
Torreão de dois pisos, de fachadas de pedra à vista, encimado por merlões como remates. A fachada Sul tem um relógio de sol. Pertenceu à família Marques de Sousa. A sua construção data de 1915.
4. Colégio de St.ª Joana
Rua Rodrigues de Freitas, n.º 2037
Edifício de gosto ecléctico. Pertencia ao juiz conselheiro Magalhães. Em 1934 foi adquirido pela Superiora Geral da congregação das Irmãs Hospitaleiras da Imaculada Conceição. Passou o colégio de Tui para Ermesinde, por causa da Guerra Civil Espanhola. Pertenceu à família Sá da Bandeira.
5. Cruzeiro da Igreja Matriz
Largo fronteiro à igreja
Assenta numa base quadrangular de 4 degraus de granito de tamanho decrescente. A base é um paralelepípedo com motivos vegetais nas quatro faces, sobre a qual nasce uma coluna compósita de fuste canelado. O capitel de gosto coríntio, sustenta uma esfera e uma cruz como remate. Deverá ter sido executado no séc. XVIII, ao gosto barroco para se harmonizar com a antiga igreja e foi incluído na série dos cruzeiros do centenário em 1940, com a colocação de uma placa comemorativa do evento.
6. Cruzeiro de S. Silvestre
Largo fronteiro à capela
Assenta numa base quadrangular de 3 degraus de granito de tamanho decrescente. Coluna de granito de fuste liso, rematado por um capitel jónico, rematado por uma cruz. Deverá ter sido executado no séc. XVIII.
7. Cruzeiro do Centenário
Largo ajardinado entre a Rua João Rangel e a Rua Rodrigues de Freitas
Assenta numa base redonda de 2 degraus redondos de granito de tamanho decrescente. A base em forma de paralelepípedo apresenta em cada uma das faces, símbolos nacionais de vitória sobre o inimigo. Sobre ela ergue-se uma coluna torsa, encimada por um cubo com os símbolos nacionais e a Cruz de Cristo. Foi edificado no âmbito da comemoração dos Centenários em 1940, pela Junta de Freguesia.
8. Fábrica Têxtil de Sá
Rua de Sá
Mandada construir por Manuel Pinto de Azevedo e Amadeu Vilar. Disponibilizava uma série de benefícios aos trabalhadores como refeitório, cooperativa, entre outros. As grandes naves terminam em fachadas de volumetrias geométricas, hoje muito arruinadas.
9. Fórum Cultural / Parque Urbano Dr. Fernando Melo
Rua Fábrica da Cerâmica e Rua Vasco da Gama
O Parque Urbano instalou-se numa antiga área degradada, pertencente à designada Fábrica da Telha e é composto por área verde, instalações de restauração, um lago e o Fórum Cultural, tendo sido inaugurado a 11 de Julho de 1998.
O Fórum Cultural de Ermesinde nasceu da A “Fábrica da Telha” como era vulgarmente designada, e foi inaugurado a 18 de Maio de 2001. A fábrica foi fundada e iniciou a sua actividade em 1910 sob a designação de Empresa Industrial de Ermesinde, dedicando-se ao fabrico da telha tipo marselha e tijolo vulgar. Nos anos 20 atingiu grande prosperidade. Esta actividade foi crescendo e novos parceiros foram associados dando origem a um excelente exemplo da arquitectura industrial do início do século.
Depois de várias intervenções, este espaço que se encontrava abandonado e completamente decadente, foi adquirido pela Câmara Municipal de Valongo que o adaptou a Fórum Cultural.
Da construção original, o espaço melhor conservado foi o antigo Forno da Cerâmica, agora utilizado como galeria museológica. Para além deste espaço, existe ainda uma galeria de exposições temporárias de diferentes vertentes artísticas.
Bem próximo encontram-se as praças da Cultura e da Estação.
10. Igreja do Bom Pastor
Largo das Oliveiras
Construída entre 14 Julho 1957 a 21 de Abril de 1966.
Foi consagrada ao Divino Coração em cumprimento de um voto da Irmã Maria do Divino Coração, beatificada a 1 de Novembro de 1975.
11. Igreja de St.ª Rita e Convento da Formiga
Avenida Eng.º Duarte Pacheco
O conjunto encontra-se integrado na antiga Quinta da Mão Poderosa que foi doada por Francisco da Silva Guimarães e sua mulher à Congregação dos Eremitas Descalços de Santo Agostinho. As condições impostas eram: construção de um convento, dos doadores poderem ser aí sepultados assim como os seus descendentes e serem rezadas duas missas por dia pela sua alma. Em 1747, o rei D. João V impõe que o convento deveria servir para um Colégio de Missões e registam-se várias doações da rainha Mariana Vitória a este empreendimento, em virtude do seu confessor Frei António da Anunciação ser o responsável pela construção.
Entre 1832/34 serviu de hospital de sangue para as tropas miguelistas. Nesta última data foi extinto devido à lei de Joaquim António de Aguiar e comprado por José Joaquim Pinto da Silva. Na década seguinte funcionou como Colégio da Formiga. E cerca de 20 anos mais tarde foi ter à posse de José Joaquim Ribeiro Teles. Entre os anos 70 e 90 funcionou como Colégio do Dr. Cosgaya, passando depois para Colégio da Congregação do Espírito Santo. O seu director, o Pe. Kaufmann, conseguiu anexar a igreja, que era propriedade do Estado e criou um seminário destinado a formar missionários para as ex-colónias portuguesas, em 1895. Com a implantação da república tornou-se um Internato e depois Colégio de Ermesinde, como ainda é conhecido nos nossos dias.
A igreja sofreu grandes obras de restauro pela mão de Monsenhor Miguel Sampaio, destacando-se os azulejos da fábrica Viúva Lamego.
O culto mais significativo é o de Santa Rita de Cássia, cujo dia se comemora a 22 de Maio, sendo a festa, uma das mais importantes do concelho, no 2.º domingo de Junho.
12. Igreja Matriz
Rua da Igreja
Veio substituir a igreja matriz antiga, demolida em 1968 e foi inaugurada em 1981 por D. António Ferreira Gomes. Feita em betão armado, obedece a uma estética moderna, tanto no exterior como no interior. Orago: S. Lourenço.
13. Moinho da Travagem
Rua dos Moinhos
Moinho de 6 mós e grande canal de encaminhamento de água, data de 1802. Este moinho era conhecido como o moinho do Panelas e com a construção de um muro eram aí represadas as águas do rio Leça, servindo o espaço de piscina de aprendizagem e local de competições desportivas de natação até aos anos 60 do séc. XX.
14. Vila Beatriz
Rua José Joaquim Ribeiro Teles
Mandada construir por Amadeu Vilar dentro de um gosto ecléctico, possui as características da “casa portuguesa” de anos 20, tendo sido enriquecida por painéis de azulejos azuis e brancos da fábrica Aleluia de Aveiro. Pertenceu posteriormente ao industrial Luís Soares. Foi readaptada a Centro Sócio-Cultural e Piscina Municipal inauguradas a 19 Novembro de 1989, tendo sofrido melhorias e acrescentos em 2005.
15. Palacete do Mesquita
Rua Prof. Sebastião Pereira
Construção de 1920 com características eclécticas de gosto abrasileirado.
16. Ponte da Travagem
Construída para linha do Minho, foi inaugurada em 21 de Maio de 1875, esta ponte constitui um belo exemplo das esplêndidas obras do século XIX.
17. Quinta da Formiga
R. D. António Barroso
Extensa propriedade agrícola que remonta aos primeiros anos do séc. XVIII, onde se cultivavam cereais e fruta. O seu proprietário Francisco S. Guimarães doou parte dela para a construção do convento e igreja d







