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Anfíbios devolvidos à Natureza na Serra de Santa Justa

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Anfíbios devolvidos à Natureza na Serra de Santa Justa
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23 Março 2020

Sabia que as manchas amarelo vivo da salamandra-de-pintas-amarelas alertam os seus predadores para a sua elevada toxicidade? E que os machos de tritão-marmorado, na altura da reprodução, desenvolvem no dorso uma crista alta, com vistosas listas verdes e amarelas, para atrair as fêmeas? E ainda que o sapo-comum é o maior sapo da nossa fauna, com um aspeto tão robusto quanto pachorrento? São espécies extraordinárias, muitas vezes depreciadas, mas fundamentais para o equilíbrio ecológico e diversidade biológica.

Estas e outras espécies de anfíbios que habitam no nosso território, de pele nua e muito dependentes de locais húmidos, são especialmente sensíveis a alterações do seu habitat, pelo que é fácil de imaginar o impacto negativo que o despejo de resíduos e óleos de motor no complexo do Fojo das Pombas, em janeiro último, teve nos animais que lá se encontravam.

Durante os trabalhos de remoção dos resíduos do interior das cavidades, foram recolhidos pelos espeleólogos mais de vinte salamandras-de-pintas-amarelas, tritões-marmorados e sapos-comuns, visivelmente afetados pelo óleo. Foram de imediato encaminhados para o Centro de Recuperação de Fauna do Parque Biológico de Gaia, cujos veterinários e auxiliares asseguram diariamente os cuidados necessários à melhor recuperação dos animais selvagens que recebem, com vista à sua devolução à natureza, sempre que possível.

Após um longo período de recuperação, as nossas salamandras, tritões e sapos foram libertados de novo na Serra de Santa Justa, em pleno Parque das Serras do Porto, junto a um ribeiro de águas cristalinas, que vai certamente ser uma excelente nova casa para estes anfíbios. Foram uns lutadores e encontram-se agora novamente no seu ambiente natural, regressando assim à normalidade.

Esta é uma história de resiliência, que nos lembra que, perante qualquer adversidade, se agirmos em conjunto em prol de um bem comum, fazemos de facto a diferença.

Os animais foram libertados no dia 12 março, antes do decreto de estado de emergência, mas já com todos os técnicos envolvidos a respeitarem as medidas preventivas de etiqueta respiratória, distanciamento social e lavagem das mãos.