Campo e Sobrado: desagregação aprovada pelo Parlamento
Conteúdo atualizado em20 de janeiro de 2025às 17:29
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A Assembleia da República aprovou, no dia 17 de janeiro de 2025, a proposta que vai permitir a desagregação da União de Freguesias de Campo e de Sobrado e a consequente reposição destas freguesias segundo os limites territoriais que tinham antes da reforma administrativa de 2013 (conhecida como Lei Relvas).
“Finalmente, vai fazer-se justiça! Esta união nunca deveria ter existido, pois feriu a idiossincrasia das duas freguesias que correspondem às vilas de Campo e de Sobrado e que têm identidades muito distintas, para além de ter criado uma freguesia que em área representava metade do território do concelho”, considerou o Presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, agradecendo a “todas as pessoas que ao longo destes anos nunca se resignaram e lutaram para que Campo e Sobrado voltassem a ser freguesias distintas”.
O Projeto de Lei teve os votos a favor dos proponentes PSD, PS, BE, PCP, Livre e PAN, e ainda do CDS-PP, o voto contra da Iniciativa Liberal e a abstenção do Chega. A proposta tem agora de ser promulgada pelo Presidente da República e ser publicada até seis meses antes das autárquicas. Segundo o enunciado aprovado pelo Parlamento, nos próximos meses decorrerá um trabalho intenso para preparar a reposição das freguesias a tempo de serem incluídas nas próximas eleições autárquicas, previstas para setembro ou outubro deste ano.
A votação na Assembleia da República foi acompanhada in loco por uma delegação de autarcas e personalidades do Concelho que lutaram ao longo dos anos pela reposição das freguesias de Campo e de Sobrado, designadamente os vereadores Orlando Rodrigues e Paulo Esteves Ferreira e o atual Presidente da Junta da União de Freguesias de Campo e Sobrado, Alfredo Sousa.