José Manuel Ribeiro encerra Presidência no Corredor do Rio Leça com balanço positivo e legado para o futuro
Conteúdo atualizado em9 de janeiro de 2025às 15:44
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O Presidente da Câmara Municipal de Valongo, José Manuel Ribeiro, concluiu o mandato na presidência do Conselho Executivo da Associação de Municípios Corredor do Rio Leça, com um balanço positivo. O autarca salientou a execução do investimento já realizado na recuperação do Rio Leça e a definição de projetos estruturantes que ficam para o futuro, designadamente a ampliação das ETAR de Ermesinde, Parada e Ponte Moreira.
Uma das iniciativas mais emblemáticas do mandato foi a criação da rede de escolas do Corredor do Rio Leça, que, segundo o autarca, “acelera os sentimentos de pertença e partilha”. Este projeto educativo reforça a consciência ambiental e o envolvimento de diferentes gerações, deixando um impacto duradouro na comunidade.
José Manuel Ribeiro sublinhou ainda a importância de uma ação determinada para reverter os danos causados ao longo dos anos. “Quando queremos, conseguimos anular o mal feito durante muito tempo, mobilizando recursos humanos, financeiros e logísticos. É uma questão de vontade, coragem e de afrontar outros interesses”, sublinhou o autarca, apelando também a que este modelo de gestão seja replicado noutros rios do país.
Ao encerrar o mandato, José Manuel Ribeiro agradeceu o envolvimento de todas as equipas técnicas e autarcas envolvidos no desígnio de regenerar o Rio Leça. “Foi uma enorme honra presidir a esta associação”, afirmou, antes de passar a liderança ao Presidente da Câmara de Santo Tirso, Alberto Costa.
A Associação de Municípios Corredor do Rio Leça surgiu em 2021, como resultado de um encontro de vontades e de um esforço comum dos Municípios de Valongo, Santo Tirso, Maia e Matosinhos, com o objetivo primordial de despoluir, recuperar e reabilitar o Rio Leça. Esta reabilitação apresenta-se como fundamental não só para a melhoria da qualidade da água, mas também para a preservação e promoção do património natural e da biodiversidade.
Trata-se de um projeto que se reveste de um carácter agregador e que conta com uma colaboração da Agência Portuguesa do Ambiente e com a participação ativa dos proprietários dos terrenos marginais, que permitiram os acessos e acompanharam as intervenções.
A importância e a solidez deste projeto têm sido fundamentais para a atribuição ao mesmo de financiamento, nomeadamente do REACT-EU (Recovery Assistance for Cohesion and the Territories of Europe - Assistência de Recuperação para a Coesão e os Territórios da Europa), do Programa Life e do PT2030, os quais têm permitido, desde 2021 a execução de diferentes abordagens e tipologias de intervenção no Rio Leça. Fundamental tem sido também o apoio dos 4 municípios que afetam meios financeiros e humanos para garantir o projeto de revitalização do Rio Leça, o único rio que nasce e desagua na Área Metropolitana do Porto e que já foi considerado um dos mais poluídos da Europa.