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Inaugurado Moinho do Rio - Centro de Interpretação Ambiental do rio Tinto

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11 Junho 2018

O Moinho do Rio - Centro de Interpretação Ambiental do rio Tinto, localizado em Ermesinde no Trilho Ecológico da LIPOR, foi oficialmente inaugurado no dia 11 de junho. A marcar esta data, foi também inaugurado o mural do Bordalo II, comissionado pela Lipor especificamente para este local.
Assim, na parede exterior principal do Centro de Interpretação Ambiental está a escultura do artista Bordalo II, “Peixe”, que simboliza por um lado todo o processo de renaturalização e recuperação que está a ser levado a cabo no troço do rio Tinto que passa no Trilho Ecológico da Lipor, e por outro os princípios da Economia Circular e da reutilização, em que os resíduos passam a ser olhados como matéria-prima!
Esta inauguração é o culminar de um importante trabalho que a Lipor tem desenvolvido, no troço com cerca de 500 metros, que acompanha o Trilho Ecológico. Estes trabalhos tiveram início em 2017, ficando agora concluídos, nomeadamente um importante trabalho de despoluição e limpeza do leito do rio, a valorização das margens e a criação do trilho ecológico para percursos pedestres.
Todo o trabalho de renaturalização e recuperação deste troço do rio utilizou técnicas de engenharia natural.
De destacar a recuperação de um antigo moinho, nas margens do rio, onde foi instalado um Centro de Interpretação Ambiental para suporte a um Programa Educacional para as Escolas da região, com o objetivo de sensibilizar a comunidade para a defesa do ecossistema fluvial e do bem precioso que é a água.
Visite o Trilho Ecológico da Lipor, explore o Centro de Interpretação Ambiental e veja in loco “o 1º peixe que chegou ao rio Tinto”!

Sobre a LIPOR

A LIPOR é a entidade responsável pela gestão, valorização e tratamento dos resíduos urbanos produzidos pelos Municípios associados: Espinho, Gondomar, Maia, Matosinhos, Porto, Póvoa de Varzim, Valongo e Vila do Conde.
A LIPOR trata anualmente cerca de 500 mil toneladas de resíduos urbanos produzidos por 1 milhão de habitantes. Sustentada nos modernos conceitos de gestão de RU, a LIPOR desenvolveu uma estratégia integrada de valorização, tratamento e confinamento dos RU, baseada em três componentes principais: Valorização Multimaterial, Valorização Orgânica e Valorização Energética, complementadas por um Aterro Sanitário para receção dos rejeitados e de resíduos previamente preparados.
Ao assumir de forma clara que a gestão de resíduos é realizada na ótica do recurso, a LIPOR firma todos os esforços na sua valorização mais adequada, abordagem esta que tem por base a projeção de um modelo circular de negócios, e é sustentada por projetos demostrativos das práticas circulares de suporte. A atuação da Organização permite consolidar um posicionamento que se preconiza pela criação de valor no ciclo produtivo, caracterizado pela reintrodução do “resíduo” como “recurso” na cadeia de valor.
A nível nacional, a LIPOR pretende ser impulsionadora da temática da Economia Circular, através da partilha de novas estratégias e procura de soluções mais eficazes.

Sobre o “Peixe” de Bordalo II

A LIPOR confiou um mural ao artista Bordalo II, intitulado “Peixe” que nos remete para as questões do desperdício, da prevenção e da reutilização dos resíduos, resultado da técnica utilizada pelo próprio artista que cria as suas esculturas a partir de resíduos.

O “Peixe” feito a partir de resíduos é uma representação daquilo em que estamos a transformar a natureza se não cuidarmos dela. A ideia de que ao poluir os rios e os oceanos podemos transformar a fauna e a flora marítima numa memória é real.

Apesar da utilização de algum desse desperdício, como matéria prima, para compor uma obra de arte ser apenas um grão de areia num deserto de ideias, é um simbolismo que pode contaminar de forma positiva a geração do presente assim como as próximas gerações. A cultura e a educação são a única forma de ter uma sociedade futura mais sustentável.
Afinal o peixe não é feito de lixo, os resíduos só são lixo se não os soubermos reaproveitar.